Os fantasmas

Em toda a parte os fantasmas vagueiam
Com preferência pela intensa escuridão
Gemem contra aqueles que os odeiam
Gritam de terror pela tumultuosa solidão

Casas destruídas, abandonadas e habitadas
São ponto de guarida para os seus espíritos
E deixam as almas humanas amedrontadas
Desconfiando do que não dizem os escritos

Em toda a parte os fantasmas vagueiam
Com preferência pelo frio da penumbra
Contra a multidão a sua dor incendeiam
Perdidos numa realidade que deslumbra

Presos a um mundo que não é seu
Apologistas do bem ou retratos malignos
Desorientados por uma vida que ardeu
Zangados por não serem tidos como dignos

Os fantasmas vagueiam em toda a parte
Tanto faz ser noite ou brilhar a luz do dia
Desolados e contra o atual estado da arte
Almejam apenas um pouco de alegria

Por vezes surgem sem forma
Outras, como meros seres vivos
Que se sentem mortos e enterrados
Tamanho o desespero por uma reforma
São os tristes que sem serem julgados,
Pouco ou nunca foram amados.

Entrarei em contacto, assim que possível.

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