Prelúdio de nada

Dizem que parar é morrer. Não quero ser mais uma de tantas carpideiras. Nunca tive qualquer talento digno de menção para a representação. As minhas lágrimas quando caem são tudo menos de autocomiseração. Rejeito as lágrimas do sofrer fingido. Repudio sagazmente os mortos-vivos: que cambaleiam em vez de caminhar; que invejam em vez de viver; que choram sem sentir.

Refuto seguir os rebanhos entorpecidos. Não quero ser mais uma de tantas ovelhas. Se for, pelo menos que seja a negra, aquela que todos olham de lado. Prefiro estar envolta pela minha certeza e solidão, em vez de estar ladeada por uma ilusória confraternização. Rejeito os vossos saberes e dizeres de mortos-vivos. Repudio as vossas considerações.

Dizem que parar é morrer. Mas não quero ser mais uma de tantas carpideiras. Sempre que me apetecer chorarei. Não as lágrimas de sofrer fingido. Porém, as lágrimas que nascem da alma. Por isso, vou parar… e envolver-me neste (im)perfeito prelúdio de nada! 

Entrarei em contacto, assim que possível.

Preencha os seus detalhes abaixo ou clique num ícone para iniciar sessão:

Logótipo da WordPress.com

Está a comentar usando a sua conta WordPress.com Terminar Sessão /  Alterar )

Google photo

Está a comentar usando a sua conta Google Terminar Sessão /  Alterar )

Imagem do Twitter

Está a comentar usando a sua conta Twitter Terminar Sessão /  Alterar )

Facebook photo

Está a comentar usando a sua conta Facebook Terminar Sessão /  Alterar )

Connecting to %s

This site uses Akismet to reduce spam. Learn how your comment data is processed.