Sem título

Quer-se o prazer da dor

Agora somos semicorpos à janela
No crepúsculo da casa silenciada,
A luz da lua rompe a inocência
De quem só nela vive

Há um rosto na sombra
Espalma som e luz, alumia meteoritos
Rasga a utopia
Grita nas entranhas

Descobre-se na tela o contorno das figuras
Um corpo martelado pela vida.
De repúdio e ofensa
Com desejo de envolver,
Devorar o outro inteiro

Observa-se a linha que parte o mundo
Em dois estados.
Encontrados em meios divergentes
Nítidos de alegria e amor terreno

Apoia-se na crença
De que a utopia só acaba 
Quando se continua 
A caminhar, observar, sentir.

Um poema de Filipa Santos Sousa (autora do blogue “Crónicas de Utopia”), Catarina Amaro Oliveira, Nelma Moreira, Maria Manuel Baptista e Cecília Monção.

Esta composição poética em grupo surge como resultado final do Workshop de Escrita Criativa com Jorge Melícias, promovido pelo District, no Porto.

Entrarei em contacto, assim que possível.

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