O rio insalubre

O pavor enregela a essência do atuar
De joelhos prostrados
Com armas apontadas à cabeça
Escorrem rios de prantos
O temor influi em afluentes
E corre… corre… corre
Sem encontrar a sua foz

O rio toma o seu percurso
Desvia-se aqui e além
Submerge determinadas terras
Continua a crescer a montante e a jusante
O curso de água é alimentado pelas lágrimas
Do mistério insondável do desespero, do desmazelo
Falta-lhes afoiteza para lutar?
Porque não se erguem em vez de chorar?

Os afluentes adornam paisagens
Contornam territórios de gentes coniventes
Com a água que agora brota junto às suas casas
Pouco interessa a fonte do rio que corre sem parar
Enquanto as vítimas continuam curvadas
O rio segue insalubre pelo conluio do compadrio

Entrarei em contacto, assim que possível.

Preencha os seus detalhes abaixo ou clique num ícone para iniciar sessão:

Logótipo da WordPress.com

Está a comentar usando a sua conta WordPress.com Terminar Sessão /  Alterar )

Google photo

Está a comentar usando a sua conta Google Terminar Sessão /  Alterar )

Imagem do Twitter

Está a comentar usando a sua conta Twitter Terminar Sessão /  Alterar )

Facebook photo

Está a comentar usando a sua conta Facebook Terminar Sessão /  Alterar )

Connecting to %s

This site uses Akismet to reduce spam. Learn how your comment data is processed.