Bard, a mais impressionante fortaleza dos Alpes

Montanhas sem fim, estâncias de ski, vestígios romanos e inúmeros castelos, assim é o Vale d’Aosta. Situada em plenos Alpes, esta é a mais pequena região de Itália. Contudo, é de esperar que a dimensão geográfica não seja o impedimento para uma visita. Isto porque, em cada canto, a paisagem remete-nos para um conto de fadas, ou mesmo para uma série com dragões.

Referências pessoais a Game of Thrones à parte, é tempo de falar de uma das jóias da coroa do Vale d’Aosta, mais especificamente de Bard. À primeira tentativa, o nome pode não suscitar qualquer interesse no leitor. Mas, e se mencionarmos o filme “Avenger: Age of Ultron”? Por certo, já deve merecer um pouco mais de atenção!

De facto, Bard deu corpo e alma ao país fictício de Sokovia, na longa-metragem de Joss Whedon. Longe das câmaras, a povoação conta com cerca de 150 habitantes, distinguindo-se pelos traços vincadamente medievais, pela beleza das montanhas e pelo azul cristalino do rio que a rodeia. No entanto, este não é o cerne da questão, mas sim a fortaleza que sobressai no cimo da aldeia.

OLHAR SOBRE A HISTÓRIA

Hoje, o Forte de Bard é um dos ícones turísticos da região d’Aosta e uma paragem obrigatória para os apreciadores da cultura alpina. Mas, no passado, o edifício serviu de prisão, armazém de artilharia pesada e, acima de tudo, como símbolo de resistência. Construído no séc. XIX, as suas origens levam-nos a recuar ainda mais na História.

Com uma posição estratégica, e uma rocha que olha de frente os inimigos, as raízes deste sítio estendem-se do Neolítico até à ‘Idade das Trevas’, ou seja ao período medieval. Por esta altura, o alto da aldeia era dominado por um castelo, pertença da família Bard até ao séc. XIII, quando os Savóia adquiriram a sua posse.

Estes Savóia, mencionados acima, são os antepassados da já extinta casa real italiana; uma família repleta de ambição, que conseguiu estender a sua influência de França até Piemonte. Palco de conflitos, o episódio mais relevante do Forte deu-se não como sede de ducado dos Savóia, mas sim como baluarte da resistência austro-piemontesa.

Em 1800, Napoleão e 40 mil soldados marcharam sobre Bard, com o propósito de chegarem rapidamente a Turim. Contra quaisquer previsões, e devido à posição peculiar do Forte, os pouco mais de 400 homens fiéis aos Savóia travaram os adversários durante 14 dias. Resultado? O feito aborreceu de tal maneira Napoleão, que este lhe viria a apelidar de “vilain castel de Bard” (o vil castelo de Bard, em português), ordenando ainda a sua destruição.

VISLUMBRE SOBRE O PRESENTE

Após o período mais conturbado da sua história, o Forte viria a ser reconstruído no séc. XIX, chegando até nós como testemunho da bravura dos seus soldados. Com o avançar do tempo, o edifício perdeu o seu valor militar, caindo em desuso e em estado de degradação. No entanto, o Governo da Região Autónoma de Aosta adquiriu a posse da fortaleza, iniciando um moroso processo de recuperação.

Em 2006, o Forte de Bard abriu ao público com uma nova imagem e mais pontos de interesse. No total, são três os edifícios principais que constituem a fortaleza, situados em diferentes níveis, entre 400 e 467 metros de altura. Aqui, um dos aspetos a destacar é, sem dúvida, a criação do Museu dos Alpes; um centro de interpretação interativo e multidisciplinar da cultura alpina.

Em Bard celebra-se a resiliência do passado, com o objetivo de inspirar o presente e o futuro através do pulsar único das suas montanhas!

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