Cegueira da frustração

A infame cegueira da frustração Dissipa o autêntico da paisagem Consome a sensata voz da razão Deturpa o sabor da mensagem Esperamos entre a neblina Avistar o farol que ilumine, Que ilumine a pária da rotina E leve ao porto que redime A doença da multidão vaza O sentir do vazio extravasa Espalha o inócuo … Continue reading Cegueira da frustração

Desnorteios do tempo

Desnorteios perdidos nos tempos Calvários lacrimejados de tensão Desvios e tristes contratempos Negrume e presságio de solidão Tormenta lançada ferozmente ao rio Afogamo-nos em entorpecimentos Aura desconecta d’Eu sombrio Sepultura coberta em mil lamentos Tentamos e falhamos sucessivamente Num complexo universo traiçoeiro Sombras de um mundo alcoviteiro Cemitério poeirento e abandonado Desnorteios de perpetuidade Cova … Continue reading Desnorteios do tempo

A culpada inércia

Não é somente a inércia a culpada de tudo Recorremos à falta de tempo como desculpa Uma meia-verdade tingida pelas cores da mentira Repetimos espiritualmente para interiorizarmos A falácia gerada monótona e desesperadamente Queremos adiar e disfarçar o mea culpa É muito mais fácil deixar a locomotiva passar Queixamo-nos da falta de movimento Choramos compulsivamente … Continue reading A culpada inércia

(Des)construção

Desconstruindo o meu ‘eu’ não creio que seja diferente do teu Arrumadas em caixas poeirentas estão as réstias da infância As primeiras palavras, as primeiras quedas e as primeiras dores Pelo meio desse arsenal desmedido de bagatelas constam vários registos Amontoados e desprovidos de qualquer ordem lógica aparente São diversas provas dum ‘eu’ que aparentemente … Continue reading (Des)construção