Desnorteios do tempo

Desnorteios perdidos nos tempos Calvários lacrimejados de tensão Desvios e tristes contratempos Negrume e presságio de solidão Tormenta lançada ferozmente ao rio Afogamo-nos em entorpecimentos Aura desconecta d’Eu sombrio Sepultura coberta em mil lamentos Tentamos e falhamos sucessivamente Num complexo universo traiçoeiro Sombras de um mundo alcoviteiro Cemitério poeirento e abandonado Desnorteios de perpetuidade Cova … Continue reading Desnorteios do tempo

Trebilhadouro: O doce renascer de uma aldeia d’outrora

Situada nos socalcos da Serra da Freita, a 625 metros de altitude, a aldeia do Trebilhadouro é conhecida pelos valecambrenses e habitantes dos concelhos vizinhos. Hoje em dia, no entanto, quase podemos afirmar que o seu nome chegou a praticamente todos os cantos de Portugal. Há uns tempos atrás tal constatação poderia soar a exagero, … Continue reading Trebilhadouro: O doce renascer de uma aldeia d’outrora

(Des)construção

Desconstruindo o meu ‘eu’ não creio que seja diferente do teu Arrumadas em caixas poeirentas estão as réstias da infância As primeiras palavras, as primeiras quedas e as primeiras dores Pelo meio desse arsenal desmedido de bagatelas constam vários registos Amontoados e desprovidos de qualquer ordem lógica aparente São diversas provas dum ‘eu’ que aparentemente … Continue reading (Des)construção

Flâneur: Degustar a liberdade entre livros e cafés

É cliché contudo, não deixa de ser verdade, o Porto está na moda. As ruas enchem-se de turistas, espaços gourmet e atividades de lazer. No entanto, dentre este reboliço mediático, é necessário saber preservar a memória, identidade e essência da cidade. Fonte de inspiração para poetas, autores e artistas de várias artes, a invicta continua … Continue reading Flâneur: Degustar a liberdade entre livros e cafés

Falhaste-me

Falhaste-me nas tuas promessas Falhaste-me nos teus rodeios Falhaste-me nas tuas pressas Falhaste-me nos teus bloqueios Prometeste-me o céu e a terra Prometeste-me os deuses antigos Prometeste-me o Cabo de Finisterra Prometes-me até zero castigos Devo continuar a acreditar? De que vale?! Vou parar de cambalear? Prometeste-me nada e falhaste-me em tudo Na minha mente … Continue reading Falhaste-me