Ritmos do enigma d’além

Que idioma indecifrável fonética e magneticamente toma de assalto a minha audição são palavras que desconheço, mas com uma magia intangível Que cantos delirantes chegam da terra-mãe do deserto ultrapassam quaisquer barreiras não existem constrangimentos, renuncio o sentido de fronteiras Arábia de tempos ancestrais os teus ritmos dançantes transparecem a alma de um povo que … Continue reading Ritmos do enigma d’além

Singela paródia do aceitável

Um corpo marcado por profundas cicatrizes Dos pés à cabeça, não faltam vestígios Num rosto triste e tocado por meretrizes -Poderá alguém querê-lo em seus delírios? Dois corpos com negras profundas Da cabeça aos pés, não faltam marcas Em rostos consternados e de vagabundas -Poderá alguém desejar estas vacas? Três corpos, unidos num só Faltam … Continue reading Singela paródia do aceitável

Desnorteios do tempo

Desnorteios perdidos nos tempos Calvários lacrimejados de tensão Desvios e tristes contratempos Negrume e presságio de solidão Tormenta lançada ferozmente ao rio Afogamo-nos em entorpecimentos Aura desconecta d’Eu sombrio Sepultura coberta em mil lamentos Tentamos e falhamos sucessivamente Num complexo universo traiçoeiro Sombras de um mundo alcoviteiro Cemitério poeirento e abandonado Desnorteios de perpetuidade Cova … Continue reading Desnorteios do tempo

(Des)construção

Desconstruindo o meu ‘eu’ não creio que seja diferente do teu Arrumadas em caixas poeirentas estão as réstias da infância As primeiras palavras, as primeiras quedas e as primeiras dores Pelo meio desse arsenal desmedido de bagatelas constam vários registos Amontoados e desprovidos de qualquer ordem lógica aparente São diversas provas dum ‘eu’ que aparentemente … Continue reading (Des)construção