Memórias da Aldeia

De frente para a Serra da Freita Perdida nos montes que cercam o vale Nasci e cresci numa pacata aldeia Que nada tem, mas tudo tem Na falta do charme doutras paragens Na falta dos rios de água pura para banhos Na falta das corridas para o deleite do pôr de sol Na falta do … Continue reading Memórias da Aldeia

(Des)construção

Desconstruindo o meu ‘eu’ não creio que seja diferente do teu Arrumadas em caixas poeirentas estão as réstias da infância As primeiras palavras, as primeiras quedas e as primeiras dores Pelo meio desse arsenal desmedido de bagatelas constam vários registos Amontoados e desprovidos de qualquer ordem lógica aparente São diversas provas dum ‘eu’ que aparentemente … Continue reading (Des)construção

Falhaste-me

Falhaste-me nas tuas promessas Falhaste-me nos teus rodeios Falhaste-me nas tuas pressas Falhaste-me nos teus bloqueios Prometeste-me o céu e a terra Prometeste-me os deuses antigos Prometeste-me o Cabo de Finisterra Prometes-me até zero castigos Devo continuar a acreditar? De que vale?! Vou parar de cambalear? Prometeste-me nada e falhaste-me em tudo Na minha mente … Continue reading Falhaste-me

Enchente de putrefação

Enclausurados em conchas exímias, Mentes intoxicadas, almas amarguradas Restam-lhes as muitas taras e manias, Desproporcionadas, dementes e condenadas Julgam-se mais fortes do que são, Olham em frente, sem olhar a meios Gostam de pisar os que se deitam no chão, Acreditem! Castigados sereis por tais devaneios! Manadas, rebanhos e alcateias Todos a vós, energicamente, acorrem … Continue reading Enchente de putrefação