Memórias da Aldeia

De frente para a Serra da Freita Perdida nos montes que cercam o vale Nasci e cresci numa pacata aldeia Que nada tem, mas tudo tem Na falta do charme doutras paragens Na falta dos rios de água pura para banhos Na falta das corridas para o deleite do pôr de sol Na falta do … Continue reading Memórias da Aldeia

Enchente de putrefação

Enclausurados em conchas exímias, Mentes intoxicadas, almas amarguradas Restam-lhes as muitas taras e manias, Desproporcionadas, dementes e condenadas Julgam-se mais fortes do que são, Olham em frente, sem olhar a meios Gostam de pisar os que se deitam no chão, Acreditem! Castigados sereis por tais devaneios! Manadas, rebanhos e alcateias Todos a vós, energicamente, acorrem … Continue reading Enchente de putrefação

Somos restos

Somos restos de memórias Que rasgam as profundezas do nosso ser Consomem-nos as extintas glórias De tempos que deixámos perecer Somos meros deambulantes Que ostentam mais do que podem ter Tentam-nos como loucos os diamantes De caminhos certos de um sofrer Somos sombras esquecidas Daquilo que um dia sonhámos ser Perseguem-nos as ambições perdidas Por … Continue reading Somos restos

Reflexo da sazonalidade

Na primavera reinam as flores Elas enchem os jardins Com muitas e vivas cores, Onde dominam os tons carmesins No verão crescem os frutos Eles atraem gente às hortas Com muitos e incríveis atributos, Originando deliciosas compotas No outono caem as folhas Elas enchem o chão Com muitas e felizes escolhas, Susceptíveis de gerar inspiração … Continue reading Reflexo da sazonalidade